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segunda-feira, 12 de março de 2018

NATAÇÃO PARA TRIATLETAS E NADADORES



ESTAMOS NO VASCO DA GAMA, em Santos.

De terça à sexta, sempre às 20h30, a piscina do Clube de Regatas Vasco da Gama, localizado na Ponta da Praia, em Santos, é o local para aqueles que pretendem aperfeiçoar seu nado competitivo e , além de melhorarem suas marcas individuais, poderem no caso do triathlon saírem com alguma economia de energia nadando com mais qualidade.

A piscina é de 25 metros, aquecida, descoberta e com 5 raias largas e o treino dura 55 minutos.
Nossa capacidade é de atender até 15 atletas por horário e caso a procura se acentue existe a possibilidade de abrirmos o horário das 21h30 também.

Esse horário é terceirizado com nossa Assessoria Esportiva e, portanto, caso haja algum interesse em vir treinar conosco, entrem em contato através de meu whatsapp (13) 97416.2483 para esclarecimentos.

É obrigatório a apresentação de exame médico no ato da matrícula caso o aluno traga de seu médico particular, ou a matrícula deverá ser efetuada nos dias de exames médicos no clube (Quartas à noite, sábados e domingos).

Venham conhecer a nossa estrutura e treinar em uma das melhores piscinas de 25 metros da região.




Professor Silvio Marques
CREF 050995-G/SP

ONDE SE CONCENTRAM OS SEUS ESFORÇOS?


É bastante comum observar nos "feedbacks" semanais de meus atletas após o cumprimento das planilhas uma dedicação maior em realizarem plenamente a parte dos treinos que possuem melhores habilidades, quando o correto deveria ser o contrário.
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Existem várias estratégias para "espremermos" os atletas e minimizar essas diferenças entre as maiores necessidades relativas às deficiências.
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Cada treinador deverá desenvolver habilidades EMOCIONAIS para que seus atletas trabalhem à exaustão as deficiências sem que a performance global seja prejudicada.
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Nessas horas, conceitos das relações interpessoais interferem muito mais do que apenas os conceitos do treinamento esportivo.
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Elaborar uma planilha de corredor e triatleta não é tarefa simples. Mas é o nosso dever juntarmos todas as informações possíveis e fazer o mesmo crescer.
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Dedique-se, atleta. Quando você perceber que os olhos de seu treinador brilham ao falar de você, enfim, você fechou com a pessoa certa.
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Conhecimento todos tem. Mas poucos se preocupam mais com você do que com o seu cheque.
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Venha treinar conosco.
Bons treinos.
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#tbt #literatura #livros #books #fisiologia #testes #parceria#silviomarquesassessoriaesportiva #SMAERun #coachsilviomarques#educacaofisica #saude #swimbikerun #nadapedalacorre #triathloncoach#responsabilidadesempre #indoortraining #musculacao #strengh#bodyandmind #praiadesantos #academia #personalcoach #roledebike#avidaaindavaleapena #ironmanrules #longdistance #ironmanbrasil2017#ironmanstyle #vidadeatleta

COMO RESOLVER TODOS OS ANSEIOS DE UM ATLETA?.




O imediatismo e a necessidade de competir exageradamente durante toda a temporada são os maiores complicadores na preparação dos ciclos de treinamento de um triatleta amador.
Esses fatores multiplicam em dificuldades quando os atletas optam por competirem em provas de longa distância.

É preciso deixar bastante claro para os atletas amadores que andarem "no fio da navalha", objetivando bons resultados e pódios em toda a temporada é para poucos.
Se por um lado o TALENTO contribui positivamente, fatores como atividades diarias (trabalho e família), a idade e a maior incidência de lesões ou sobrecargas na imunidade podem encerrar prematuramente uma temporada.
Se você já vem enfrentando algumas temporadas de maus resultados reveja urgentemente sua agenda de competições e reduza seu calendário.
Atletas amadores tendem a QUERER treinar mais do que o necessário e, quanto maior o número de competições, mais essa necessidade aumenta, ERRONEAMENTE.
Realize todos os testes laboratoriais e de performance no início de sua temporada.
Se o seu descanso tem sido insuficiente, reduza a carga de treinamento por um tempo.
Destaque um ou dois grandes objetivos no ano e utilize provas intermediárias apenas como metas.
Você pode competir durante todo o ano, mas se busca PÓDIOS e TÍTULOS, reveja seu calendário.
Mais dicas?
📞(13) 97416.2483 - whatsapp
📲 silvaotri@yahoo.com.br
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BONS TREINOS.
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#tbt #literatura #livros #books #fisiologia #testes #parceria#silviomarquesassessoriaesportiva #SMAERun #coachsilviomarques#educacaofisica #saude #swimbikerun #nadapedalacorre #triathloncoach#responsabilidadesempre #indoortraining #musculacao #strengh#bodyandmind #praiadesantos #academia #personalcoach #roledebike#avidaaindavaleapena #ironmanrules #longdistance #ironmanbrasil2017#ironmanstyle #vidadeatleta

sábado, 27 de janeiro de 2018

A TEMPORADA 2018 ESTÁ COMEÇANDO !



Finish Line: Destination - HOME !!

Com essas palavras acima, o narrador oficial do vídeo de todos os Ironman do Hawaii até a versão de 98 dava início à narrativa da maior prova de triathlon do mundo.
E tudo começando novamente !!

Faltando aproximadamente 4 meses para o Ironman Brasil, em Florianópolis, já começo a visualizar alguma tremedeira entre aqueles que já estão inscritos para a maior prova de triathlon do Brasil.

Acompanhando eletronicamente as mensagens e as postagens através de páginas eletrônicas (Instagram, Facebook, Blogs, etc...) já percebo a ansiedade de todos em busca da melhor preparação possível para o final de maio.

Observo que os atletas já tem manifestado algum aumento nas distâncias de treinamento.
Longas pedaladas de finais de semana, longas corridas pela nossa querida orla praiana, e assim por diante.

Confesso que ficaria um pouco mais contente se alguns mais experientes levassem um pouco mais a sério a prévia avaliação clínica e física, e que dispusessem de mecanismos fisiológicos mais precisos para que não desperdiçassem tempo precioso em treinamentos desnecessários.

A ciência do esporte hoje está contribuindo diretamente para a otimização do treinamento, seja ele de curta ou longa distância.
Gostaria de ver os atletas postando seus valores fisiológicos de antes e depois dessa longa jornada de pré-prova que inclue para alguns quatro ou cinco meses de treinamento e para um tanto de outros, até um ano de dedicação plena e exclusiva.
Gostaria de saber precisamente de cada um o dia-a-dia de treinamento, e o quanto outras importantes atividades poderiam contribuir com uma performance mais abrangente no dia da prova.

Mas acima de qualquer comprometimento maior, o mais importante é que todos estejam felizes fazendo o que gostam, com saúde e harmonia.

Se eu pudesse dar uma única dica, talvez duas, sem me intrometer nos trabalhos profissionais de ninguém, eu diria:

O IRONMAN NÃO ACEITA DESAFOROS.
E ele cobra o preço.

Portanto, não negligencie as propostas de seus treinadores, e busquem sempre SOLUÇÕES para resolverem os problemas que surgirem ao invés de sempre justificarem um treinamento perdido ou uma diminuição das distâncias propostas nas sessões.
Tome cuidado quando você começar a perceber que sua evolução está sendo bastante positiva e resolver por conta própria fazer um treinamento em uma intensidade acima do que proposto pelo seu treinador.
Normalmente esse "abuso" desnecessário pode encerrar a sua preparação antecipadamente.
Se você estiver em um MACROCICLO de 24 semanas e você perder "apenas" uma sessão de treinos por semana serão 24 sessões a menos no global de sua preparação.
Parece muito pouco uma sessão semanal, mas no ciclo total é uma enormidade a defasagem entre o programado e o realizado.
Porque o Ironman não aceita DESAFOROS.

Nadar 3.8 kms. 
Pedalar 180 kms. 
Correr uma maratona. 
Isso é o Ironman.

Preparar-se precisamente para a excelência de um resultado significa sessões de alongamento semanais. Musculação. Transições. Yoga. Descansos ativos, treinos livres, etc.

Quando digo excelência de resultado não digo vencer uma prova tão disputada.
Digo alcançar metas pré-estabelecidas com critério e rigor.
Alguns levam muito a sério. 
Outros nem tanto. 
Outros apenas brincam.

A seriedade, para mim, faz parte da rotina extensa do treinamento para uma prova de tamanho volume.
Porque depois de tantos anos competindo e acompanhando provas de todas as distâncias imagináveis, a imagem que sempre marca minha mente em termos de diversão é a do grande e renomado Ironman José Renato Borges, o José Renato Mosquito.

Esse cara competiu sempre com o sorriso no rosto. Muitas vezes o via treinando com muita seriedade. 
Muita dedicação. 
Muito profissionalismo.

Mas, no DIA DA PROVA, por mais concentrado que estivesse, por mais que estivesse doendo, o prazer de sentir toda a dedicação e empenho fluírem positivamente só traziam ao Mosquito um sorriso verdadeiro e que o conduzia sempre a linha de chegada com menos dificuldades que os demais, independente das dores.

Acho que é isso !!
Vamos todos pra Floripa em maio. (assim espero).
Eu, para acompanhar os meus poucos atletas.
E, a galera, para passar por aquela tão sonhada linha de chegada.

Cada um ao seu modo, com seus propósitos, com seus objetivos, com seus sonhos, com suas verdades.
Isso é o Ironman.

Boa sorte a todos.
Foi dada a largada.

CONSTRUINDO A BASE. Me explique, por favor !



Dia desses li no Instagram não me lembro de quem (juro) onde estava escrito algo parecido com:

"Pouco mais de 900km em nove dias (ciclismo) e assim fechamos a base do início do ano".
Era um grupo de triatletas na foto, pela hashtag que vi.

Entendi.
Aliás, acho que na verdade não entendi.

Todos os anos eu fico me perguntando sobre essa tal de "construção de base" que todos utilizam volumes imensos para alcançá-la.
E fico me perguntando também quais as informações preliminares fisiológicas que determinam que VOLUME gera construção de base.

Rodar nove dias fazendo 30km de corrida todos os dias pra "Construir Base" ninguém quer, né ??

Quanta PERDA DE TEMPO !!


Logo após eu finalizar essa postagem em uma rede social, o professor titular da UNIFESP em Santos, Paulo Azevedo, mestre em Fisiologia Humana e do Exercício e Ciências do Movimento, escreveu:

 Silvão, 
o que as evidências nos permitem concluir:


1-Periodização do treinamento é uma arte, e carece de suporte científico;

2- Qual o objetivo da “base”? Se for um atleta de alto nível esta base já está feita pelos anos de treinamento. Acredito que o que você viu no post não eram atletas de alto nível (mundial), então a melhora do VO2max e capacidade aeróbia são os objetivos;

3- Para atingir tais objetivos a distribuição polarizada das cargas (nos artigos chamam de periodização polarizada) tem se mostrado mais efetiva. Cerca de 70% do volume de treinamento é prescrito na intensidade do 1º limiar ventilatório (1º LV), 10% no 2º limiar ventilatório, e os 20% restantes entre o 2º limiar ventilatório e a intensidade associada ao VO2max (iVO2max);

4- Apesar do objetivo final ser a melhora do VO2max e capacidade aeróbia, cada um destes índices fisiológicos induz a respostas agudas e crônicas específicas. Por exemplo: treino no 1º LV induz ao aumento do número de mitocôndrias, e o treino na iVO2max induz ao aumento no tamanho das mitocôndrias. O que quero mostrar é que você tem razão no seu questionamento: o que o cara pretende com a tal base? Se ele fizer um teste ergoespirométrico (com protocolo adequado – validado) o Fisiologista conseguirá detectar qual o indicie fisiológico que deverá ter prioridade nos treinos. Seguindo o raciocínio, o volume alto poderá ser adequado para uns, mas não para outros; e o mesmo podemos dizer para o treino intervalado na iVO2max durante a “base” ou em outro período dentro do planejamento;

5- Calcular o volume total do período planejado (macrociclo) e distribui-lo em períodos menores (mesociclo, microciclo, sessão de treino e unidade de treino) não é algo fácil, e atualmente me traz duvidas maiores, principalmente pelas evidências contra a periodização. No triátlon tem o complicador de ser uma modalidade pluri-esportiva.

Valeu pela oportunidade. 
Disseminar um pouco das evidências científicas sobre fisiologia aplicada ao treinamento é importante para os professores de educação física e atletas, e acho que era este o objetivo da sua postagem!

Abração

Referencias
Adrian W. Midgley, Lars R. McNaughton and Michael Wilkinson. Is there an Optimal Training Intensity for Enhancing the Maximal Oxygen Uptake of Distance Runners? Empirical Research Findings, Current Opinions, Physiological Rationale and Practical Recommendations. Sports Med 2006; 36 (2): 117-132
John A. Hawley and Fiona J. Spargo. Metabolic Adaptations to Marathon Training and Racing. Sports Med 2007; 37 (4-5): 328-331.
Edward F. Coyle. Physiological Regulation of Marathon Performance. Sports Med 2007; 37 (4-5): 306-311.
Goutianos, G (2016). Block periodization training of endurance athletes: A theoretical approach based on molecular biology. 4(2): e9.
Irineu Loturco and Fabio Y. Nakamura. TRAINING PERIODISATION AN OBSOLETE METHODOLOGY? Available at www.aspetar.com/journal
José Afonso, Pantelis T. Nikolaidis, Patrícia Sousa and Isabel Mesquita. Is Empirical Research on Periodization Trustworthy? A Comprehensive Review of Conceptual and Methodological Issues. Journal of Sports Science and Medicine (2017) 16, 27-34.
SYLTA, K., E. TKNNESSEN, D. HAMMARSTRO¨ M, J. DANIELSEN, K. SKOVERENG, T. RAVN, B. R. RKNNESTAD, K, SANDBAKK and S. SEILER. The Effect of Different High-Intensity Periodization Models on Endurance Adaptations. Med. Sci. Sports Exerc., Vol. 48, No. 11, pp. 2165–2174, 2016.
Thomas Stöggl and BillySperlich. Polarized training has greater impact on key endurance variables than threshold, high intensity, or high volume training. Frontiers in physiology. February2014|Volume5|Article33

A IMPORTÂNCIA DO ROLO SOLTO



Existem algumas propostas que vemos nas prescrições de treinamentos que podemos classificá-las como ERRADAS.
Outras tantas classificamos como CONTRA INDICADAS.

Tudo depende das convicções de quem prescreve, das EXPERIÊNCIAS ESPECÍFICAS que o prescritor tem com a modalidade e, principalmente, da quantidade de estudos de teoria e prática do contexto.

O que é preciso sempre é avaliarmos previamente o que uma proposta pode gerar de riscos à quem irá praticar a mesma.
Ou, no português comum, o tal do bom senso.

Não vou me alongar não.
Mas posso, do alto da minha larga experiência com o ciclismo de estrada em todas as suas vertentes (MTB, Road Bike e Time Trial), expressar com convicção que o equipamento utilizado na foto é o ÚNICO equipamento que deve ser utilizado nos dias atuais para que deficiências de equilíbrio e assimetrias de pedalada sejam treinadas e corrigidas.

Acho um tanto demais arriscado propor determinadas situações para serem realizadas em estradas e em treinamentos externos e urbanos.

Enfim.
É apenas uma sugestão por simples SEGURANÇA.

Não abordei nada além da SEGURANÇA.
Técnicas de aprimoramento de cadências e todo o mais podem sim serem trabalhadas em estradas, mas melhor que não sejam.

Já vi muita coisa ruim acontecer em pelotões em estradas, tanto em treinos como em corridas de ciclismo, principalmente, por perceber APENAS falta de habilidade de gente treinando ou competindo dentro de pelotões.

Pelotão não é o melhor lugar para se estar se o ciclista não possuir habilidades e destrezas para a situação.
Aprendi a andar em pelotão quando humildemente passei a andar no fundo da equipe Memorial junto com Hernandes Quadri Junior, Daniel Rogelin,Douglas NunesFred Longhin e Marcio May.
Ficava quietinho ali no fundo, só aprendendo.
E ali fiquei muito tempo, e só botava a cara na frente do pelotão em corridas.
Respeito total pelos ciclistas que elevaram o nível do meu pedal no triathlon.

Ficarei muito triste se lá na frente alguém postar uma foto todo ralado um dia e disser "Silvão, você estava certo".

INVISTAM EM UM ROLO SOLTO.

É difícil de aprender mesmo, requer muitas vezes ajuda de alguém com habilidade ou experiência mas tão logo você consiga treinar perceberá rapidamente a evolução do seu "pedal".

Bons treinos.
E lembre-se.
Técnicas que envolvam destreza e equilíbrio, de preferência, treine em casa.
No ROLO SOLTO.

CARTA ABERTA AOS AMIGOS DAS ESTRADAS.



Relembrando as postagens de anos anteriores me deparei com essa que escrevi 3 anos atrás.
Arrepiei de verdade, porque todos nós sabemos o que aconteceu de lá pra cá.
Continuo afirmando e reforçando a mensagem.
Amigos, muito cuidado.

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CARTA ABERTA aos meus amigos atletas, em especial os triatletas e ciclistas.

" Na última semana a violência bateu mais uma vez na porta de um esportista.
Hoje, infelizmente, vitimado por ela, ele não resistiu e sublimou sua existência breve por aqui por esses lados, pouco mais de vinte e quatro anos, muito pouco para uma vida de saúde e esporte.

Tenho alertado os amigos há muito tempo sobre os perigos que vocês tem enfrentado cada vez que resolvem partir para as estradas da região.
É claro que eu sei que nós não podemos nos acovardar, não podemos guardar nossos sonhos na gaveta esperando que tudo se acalme.
Não podemos tirar os sonhos das pessoas.

Mas fazermos o que ?
Lutarmos de que forma ?
Até quando ?
Será que vale a pena ?

Muitos amigos que estão aí pelas estradas são pais.
Alguns pais de filhos tão pequenos que não tem sequer a percepção do que significa uma bicicleta ou o esporte na vida dos seus pais.

Qual a resposta que eles obterão da vida e de seus parentes se algo de trágico acontecer na vida de algum de vocês ?
Está valendo a pena o sacrifício de deixar família para trás duas ou três vezes semanais para enfrentar a violência e a criminalidade urbana que se apoderaram de todos os cantos desse país ?

Vale a pena bater no peito e contar com a sorte de que você é uma pessoa abençoada e protegida por Deus e que nada de ruim acontecerá com você ?

Por enquanto, temos compartilhado vez ou outra, e cada vez mais frequentemente uma mensagem com os dizeres " Desapareceu hoje mais uma bicicleta do atleta TAL ".
E , mais cedo ou mais tarde, contra a nossa vontade, seremos obrigados a publicar uma mensagem com os dizeres:
" Desapareceu hoje o atleta TAL vítima da violência .... " e por aí vai ...
Ou alguém tem alguma dúvida disso ?

Nós, brasileiros, temos o hábito de nos mobilizarmos sempre que algo acontece conosco ou com alguém muito próximo.
Não é habitual do brasileiro se comover ou se manifestar se uma criança for arrastada por um carro, ou morta envenenada por seus pais, ou se um atleta morrer num estado distante, ou se um policial matar alguém distante, porque o brasileiro é assim, infelizmente.
Ele só se manifesta quando as coisas acontecem bem próximo.
E a violência está cada vez mais próxima de nós, meus amigos.

O que fazer eu não sei, mas eu tenho absoluta certeza do que não fazer.
Eu preciso criar mecanismos para que a minha vida fique à margem dessa violência toda e que, de alguma forma eu possa estar protegido.
Eu oro pelos meus amigos esportistas, os que vão para as estradas semanalmente.
Há muitos anos atrás nós perdemos aqui na região um amigo triatleta, no auge dos seus quinze anos, quando pedalava na Pedro Taques.
Há muitos anos atrás nós perdemos aqui na região alguns amigos vitimados por um acidente de trânsito.
Quem presenciou isso na época sabe o quanto foi traumático para todos, principalmente para seus familiares, e o quanto demorou para ser superado.

Eu, infelizmente, sou obrigado a admitir que eu perdi para o medo e para a insegurança.
Optei pelo "indoor" e essa foto que ilustra o post é da minha bicicleta e a data que escrevi foi a última vez que fiz uma revisão nela, embora ela ainda esteja aqui em casa, guardada.
Vez ou outra ainda subo nela para pedalar no rolo.
Mas desisti das estradas.

Tomem cuidado, meus amigos ... !!
A vida de vocês e a comunhão com a família é mais importante do que qualquer aventura esportiva.
É apenas isso que peço ...
TOMEM CUIDADO !!

Do amigo Silvão !!

PAZ !!

sábado, 25 de novembro de 2017

DICAS PARA TREINOS DE SUBIDAS QUE PODEM SER UTILIZADAS TANTO NO TREINAMENTO "OUTDOOR" QUANTO NO "INDOOR" (Spinning®).

Fazer treinamentos em subidas é uma prática muito importante para a manutenção da força e da "performance" no ciclismo.
Ao contrário do que muitos imaginam, as técnicas abordadas para se incrementar  "performance" nas subidas são SIMPLES.
Vou deixar um link do Youtube aqui inicialmente para aqueles que desejarem acompanhar as dicas abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=9WO9Cut2nik

Perceba que normalmente quando ciclistas realizam subidas sentados no banco seus ombros estão sempre alinhados com o queixo, favorecendo o relaxamento e mobilidade das articulações dos MEMBROS SUPERIORES desde os ombros, cotovelos até as mãos.
Quando um ciclista trabalha afastando seus ombros do guidão através da extensão dos cotovelos e conseqüentemente aproximando seus ombros das orelhas o que percebemos é uma diminuição da mobilidade do tronco em função de um trabalho isométrico desnecessário das estruturas envolvidas no apoio do tronco sobre o guidão.



Convém LEMBRAR que exercícios ou trabalhos de isometria DEVEM SER EXECUTADOS apenas em posições SEM MOVIMENTOS.
E porque manter toda a estrutura dos MMSS "relaxadas" no ciclismo?
Quando o ciclista está escalando, quem carrega toda a estrutura para cima é o atleta. Ele carrega o seu peso e sua bicicleta.
Porém, a bicicleta não pode ser tirada do solo. Quando ela perde o contato com o solo ela perde a capacidade de deslocamento.
O ciclista sim.
Através de técnicas de movimentação em cima da bicicleta, o ciclista pode promover através do equilíbrio entre a fase ascendente e descendente dos pedais (ciclo completo da pedalada) melhor deslocamento em cima da sua bicicleta.
No ciclismo de estrada, perceba que quando o ciclista está pedalando EM PÉ o corpo se movimenta em cima da bicicleta para otimizar a aplicação da força nos pedais diminuindo a necessidade de hiper-extensão dos joelhos nos ciclos do pedal.
Quando o ciclista está pedalando em pé, perceba que seus ombros estarão sempre alinhados com o guidão.
Não vemos no ciclismo de estrada ciclistas fazendo subidas em pé com os glúteos lançados para a parte traseira da bicicleta.
No "indoor" muita gente realiza esse movimento erroneamente. Principalmente as mulheres.
ACREDITEM.
Ninguém ganha massa muscular nos "bumbuns" pedalando lá para trás da bicicleta.
Juro.
ACREDITEM.


No ciclismo "indoor", a bicicleta está estática, e para que ocorra o equilíbrio de forças entre a fase ascendente e descendente do pedal é necessário SIM que o aluno ou praticante desloque lateralmente seu corpo na pedalada como forma de otimizar o uso das sobrecargas aplicadas nos treinamentos.
Essa é a resposta para muitos que me perguntam porque eu me movimento tanto em cima da bicicleta de spinning® enquanto muitos realizam um pedal "duro", com os cotovelos hiper-estendidos, articulações rígidas e aplicação desnecessária de força em cima do guidão da bicicleta, quando na verdade o relaxamento precisa se fazer iminente e eminente.
E por último, percebam no vídeo anexo que quando os ciclistas no vídeo estão pedalando lado a lado e juntos, os dois estão pedalando com cadências diferentes.
Cada ciclista tem uma característica própria e cada um se adapta melhor com uma cadência.
Alguns preferem pedalar em cadências mais elevadas, outros não.
MAS NÃO SE ENGANEM.
Ciclistas treinam e muito em TODAS AS CADÊNCIAS. Eles sabem como ninguém como deslocar com eficiência uma bicicleta em todos os tipos de terrenos e inclinações.
Faça você o mesmo em seus treinamentos.
Experimente novas cadências e novas abordagens no seu pedal.

Convém lembrar que no treinamento “indoor” em bicicletas estacionárias aulas em grupo possuem alguma abordagem lúdica para facilitar com que os praticantes, na grande maioria não praticantes do ciclismo convencional, treinem com divertimento.
Se você mora em algum lugar onde as suas sessões de treinamento de ciclismo sejam prejudicadas em função de pouco acesso aos locais apropriados ( estradas e trilhas ) ou as temperaturas e o clima desfavoreçam um treinamento constante, utilizar bicicletas estacionarias podem contribuir significativamente com a manutenção de seu condicionamento, PORÉM, convém lembrar que as regulagens do equipamento devem se aproximar das utilizadas em suas bicicletas de estrada.

Observem o vídeo atentamente e nas suas próximas sessões de treinamentos e lembrem-se das dicas.
Quanto mais você estiver relaxado sobre os apoios do guidão mais sobrecargas você poderá utilizar nas propostas mais intensas.
Dúvidas sobre o texto?
Manda um "privado" que eu esclareço.
E se eu não conseguir responder, corro atrás da dúvida.

Grande abraço e até a próxima.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A HEGEMONIA ATUAL DA ALEMANHA NO IRONMAN DO HAWAII


A hegemonia atual alemã no Ironman do Hawaii vem sendo construída ao longo dos últimos 25 anos.
O primeiro alemão a subir no pódio havaiano foi o ex-nadador olímpico Wolfgang Dittrich, em 93, na 15a edição da prova.
Dittrich, o primeiro dos grandes ciclistas alemães do Ironman foi terceiro colocado nessa edição, tendo sido ultrapassado por Mark Allen e Pauli Kiuru ( Finlândia) ainda na primeira metade da maratona, após ter liderado a prova toda até então. Dittrich era um corredor mediano, mas uma grande inspiração para todos os triatletas naquela época.

Em 95 e 96 Thomas Hellriegel foi vice-campeão, perdendo nas duas vezes para excelentes corredores.
Em 95, Mark Allen tirou uma diferença de 14 minutos e ultrapassou Hellriegel na QueenK, no mesmo ponto onde no ano seguinte o alemão foi ultrapassado pelo belga Luc Van Lierde, estreante na prova e que estabeleceria naquele ano o recorde da prova que só seria batido 15 anos depois por Craig Alexander.
Em 97 Hellriegel investiu fortemente nos treinamentos de corrida, dosou as energias na etapa de ciclismo e enfim venceu a prova daquele ano.
Nesse mesmo ano o domínio alemão foi total, com Jurgen Zack em segundo e Lothar Leder em terceiro completando o pódio alemão.
Os alemães voltariam a vencer novamente nos anos de 2004 (Normann Stadler), 2005 (Faris Al Sultan) e 2006 (Normann Stadler).
Há quem afirme que se Stadler não tivesse os problemas mecânicos que o tiraram da prova em 2005 certamente o tricampeonato estaria garantido.
Após um longo jejum de vitória de seis anos de predomínio completamente australiano (Chris McCormack 2007 e 2010, Craig Alexander 2008,2009 e 2011 e Pete Jacobs 2012), os alemães voltaram a vencer nos últimos quatro anos.
Sebastian Kienle venceu em 2014, Jan Frodeno em 2015 e 2016 e Patrick Lange na última edição do último sábado, onde estabeleceu o novo recorde da prova com 8h01"40.
Desde a primeira edição em 1978, os Estados Unidos lideram o ranking com 20 vitórias (Dave Scott 6x, Mark Allen 6x, Scott Tinley 2x, Tim DeBoom 2x e Scott Molina, Gordon Hailer, Tom Warren e John Howard.
A Alemanha vem a seguir com 8 títulos, seguida da Austrália com 7 títulos.
Béiglca (Luc Van Lierde 2x e Frederick Van Lierde) e Canada (Peter Reid) vem a seguir com 3 títulos.
Portanto, em 41 edições da prova (em 82 a prova teve duas edições, saindo de Waikiki onde era realizada inicialmente passando para Kailua Kona), a hegemonia do triathlon Ironman pertence apenas a cinco países.

domingo, 15 de outubro de 2017

IRONMAN HAWAII 2017 - o relato de um entusiasta direto de sua poltrona em Santos.



O Ironman do Hawaii 2017 entra para a história como uma das mais emocionantes de todas as 39 edições da prova.
Seu protagonista maior, o alemão Patrick Lange, dono de um perfil carismático, quebrou todos as bancas de apostas que colocavam Jan Frodeno e Sebastian Kienle comoo os favoritos da prova e venceu com consistência pela primeira vez e, de quebra, ainda com o recorde mundial.
Debochado pelos seus conterrâneos no pódio no ano passado, Lange deu a volta por cima e ainda recebeu o abraço das duas maiores lendas do esporte na linha de chegada, os americanos Mark Allen e Dave Scott.
Desde a épica batalha na edição de 2010 entre Chris McCormack e Andreas Raelert, vencida por Macca, que não víamos na prova masculina uma batalha tão intensa.
Lange saiu para correr pouco mais de 11 minutos atrás dos líderes, após ter saído em 16º da água mas no pelotão agrupado e ter pedalado apenas o 12º (4h28, 16 minutos acima do recordista da prova, o austríaco Cameron Wurf, 17º ontem).
Correndo a maratona em 2h39"59, Lange simplesmente "amassou" todo o grupo que corria à sua frente. Um a um ele foi recuperando o tempo perdido até alcançar o líder até então, o canadense Lionel Sanders, que foi ultrapassado a pouco menos de 7 kms para a chegada.
Sanders não reagiu e deixou o caminho livre para o novo campeão mundial e recordista da prova.
O final ainda reservava outra surpresa. O britânico Dave McNamee ainda ultrapassou o alemão Sebastian Kienle para completar o pódio masculino dessa edição.
Incríveis 8h01"40 no "inferno" havaiano, que eu particularmente ainda não conheço.
No feminino, deu a lógica.
Atualmente a suíça Daniela Ryf não tem adversárias.
Mesmo enfrentando dificuldades de adaptação no pedal (segundo a mesma não estava entendendo o que estava se passando com seu corpo até o km150 do ciclismo), se manteve calma e esperou pacientemente que a prova começasse a funcionar para ela.
Nos últimos 20km de pedal Ryf simplesmente tirou os 5 minutos que a separava das líderes e ainda entregou a bike na frente para fazer uma das melhores corridas do dia e vencer com uma diferença de aproximadamente 7 minutos para a vice-campeã, a "rookie" britânica Lucy Charles. A australiana Sara Crowley completou o pódio.
Verdadeiramente uma prova onde os favoritos não se deram bem, essa edição do Ironman do Hawaii deixou algumas lições.
Foi uma edição onde quem trabalhou em silêncio durante o ano e sem muita performance midiática se deu bem.
Entre os BRASILEIROS, duas performances distintas e muito iguais no tempo final.
O Brasil coloca nessa edição do Ironman dois brasileiros entre os TOP 15 PRO MEN.
Thiago Vinhal foi o 13º com 8h27"24 e Igor Amorelli foi o 14º chegando dois segundos depois.
Igor optou por fazer uma prova performática (não no sentido ruim, mas no sentido de mostrar para a mídia que o Brasil tem um atleta muito forte e que ainda pode fazer bonito no Hawaii). Amorelli se manteve entre os líderes durante os primeiros 110 kms e durante algum tempo os olhos do mundo estiveram direcionados para a sua performance, mantendo-se na liderança por quase 10km até quase a chegada em Hawi, quando Kienle chegou no pelotão e assumiu a ponta junto com Sanders. O brasileiro acabou pagando o preço na corrida, com o tempo de 3h08"27 na maratona. Para ser top10 hoje no Hawaii é preciso correr abaixo de 2h50.
Vinhal optou por fazer sua estréia no Hawaii com uma performance mais consistente e equilibrada. Teve paciência para se manter entre os 25 primeiros do ciclismo e entregou a bike com uma diferença de 25 minutos para os líderes. Correndo a maratona em 2h55, foi recuperando terreno até figurar entre os top15 do mundo.
Reinaldo Colucci voltando ao Hawaii teve problemas na corrida, completando a maratona acima das 4h, finalizando a prova na 38º com o tempo de 9h38"30.
E fica a dica.
O IRONMAN se resolve mesmo é na corrida.
Sendo um bom ciclista e conseguindo se manter entre os líderes, certamente o bom corredor é que vencerá.
Fantástica mesmo foi a evolução do Ironmanlive.com, que desenvolveu aplicativos excelentes que deixaram nós, fãs da informação, loucos com todos os mecanismos de busca disponíveis para atualizarmos em tempo real a performance dos atletas.
O "tracker" disponibilizou tradução para a língua de origem do internauta, rastreadores individuais e um "passo a passo" dos líderes, tanto entre os profissionais quanto no Age Group,
Simplesmente sensacional.
Que venha 2018.
Alguém me leva pra lá para performar na informação ?

Créditos foto: Ana Lidia Borba (Flows Journal).